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Não mantém conversa (Parte II)

Novembro 26, 2009

Pessoalmente no ‘cara a cara’ ‘vai ao racha’ às coisas complicam um pouco mais. Afinal, você não pode colocar um status como ausente e sumir, não pode pensar por um bom tempo antes de responder, precisa disfarçar a cara de decepção se o papo for péssimo e ainda tem uma emoção (às vezes boa, outras ruim) que engloba todo o momento.

 Então sem delongas, vamos ao que interessa:

 Não mantém conversa pessoalmente:

 Bêbados - Uma das coisas que não temos nesse blog é falso moralismo, eu bebo e já escrevi um texto que dependendo do grau de alcoolismo, até dá um empurrão na situação. Mas dependendo MEEESMO…O sujeito precisa ao menos conseguir falar para manter conversa.

 Chatos – Dos que cutucam, dos que falam alto, dos que cospem… Não mantém nem amizade… 

Os que se acham – É o cara que conta o carro que tem, qual seu cargo na empresa, o quanto é adorado pelos patrões e se duvidar, até o salário mensal. Às vezes o sujeito quer tanto mostrar o quanto é um bom partido, que acaba assustando. 

Os que se acham com mentiras - São tão chatos quanto quem os esnobes do exemplo anterior, mas com um diferencial, estes não têm nem motivos para se achar, então inventam mentiras e agradecem pelo Pinóquio ser uma ficção infantil.

 O mundo gira ao redor dele – O típico sujeito que quando você começa a contar uma história ele interrompe com: ‘Mas comigo aconteceu assim…’. Se a coisa foi boa pra você, foi melhor ainda para ele. Se foi horrível, ele já passou pior. Se seu pai morreu, o dele morreu e veio assombra-lo. Se recebeu um elogio no trabalho, este ser insuportável recebeu dois… E assim você se sente numa competição ao invés de um dialogo…

 O sorriso de Origame – E para finalizar com chave de ouro, temos essa criatura. Com seu sorriso enigmático e treinado, ela sorri para você, concordando com tudo que diz. Não sabe nem o que você está falando, mas se duvidar, já descobriu a cor do seu sutiã…

  É definitivamente, estes não mantém conversa…

 A autora pensa ainda em futuramente lançar a versão pelo telefone…É cada coisa que acontece…assuntos nesse tema não faltam!

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Não mantém conversa

Novembro 19, 2009

Tem coisas que definitivamente não mantém conversa, quem dirá então, algo mais.

Como (infelizmente) não são poucas, vou dividir em dois capítulos, são eles: Virtualmente e Pessoalmente.

Capitulo I: Virtualmente.

Ninguém quer namorar o senhor Aurélio, até porque este deve estar muito velho. Mas ‘voçê’, ‘foçe’e companhias ninguém merece.

Mesmo que as exigências sejam poucas, entre elas está um nível mínimo de alfabetização.

Virtualmente temos também as pessoas que a modéstia passou longe (e às vezes a ilusão passou bem perto), sub nicks expondo isso, definitivamente não mantém conversa. Exemplos:

‘Abençoado por Deus e Bonito por Natureza’

(Afinal, esse não era o Brasil? Se o cara tiver praias, cachoeiras e uma diversidade em matas, me procure)

Frases feitas de crianças com 15 anos, só mantem conversa com elas.

Exemplo: ‘Pegou a senha, final na fila —> final da fila, espera tua vez’

( Lá vem a vontade de bater na pessoa).

Conversinha mole com mentiras escancaradamente deslavadas, é triste, tem gente que tem dom para inventar história. Exemplo:

‘Essa noite sonhei com você, estava linda, dançando, no sonho você me dava um doce beijo, será que um dia eu poderei experimenta-lo?’

(Não meu filho, não pode, se nem uma cantada decente você tem na manga, não rola.)

Isso quando não se junta várias dessas qualidades em uma pessoa só. Manter conversa hoje é artigo raro no mercado.

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A pílula do demônio

Novembro 14, 2009

Escrevo esse texto para fins de desabafo.

Por motivos de segurança, querer aproveitar mais (!) e menstruação desregulada, o que é pessimo, quem sofre com isso sabe: é só namorar, mesmo que tenha feito tudo certo, vem a preocupação. Menstruação é uma merda, se ela não vem para te foder, é porque alguém já fez isso antes. (Perdoem o palavreado). Voltando… Por esses motivos resolvi tomar uma pílula.

Quando fui compra-la, o farmacêutico me contou de como ela era maravilhosa, além de não deixar ter bebes (o essencial!), regular sua menstruação, ainda acaba com cravos e espinhas, caspas, mau humor, tpm, enfim, parecia aqueles produtos da Polishop de tantas utilidades!

 Aquilo não era uma pílula, era uma mãe!

Comprei feliz e voltei para casa me questionando porque nunca tinha feito isso antes.

Descobriria, na seqüência…

Comecei a ter cólicas infernais (não é à toa que o nome do texto é ‘pílula do demônio’), e meus dias começaram a ficar estranhos, mais chatos, as pessoas então…De uma hora para outra ficaram tão burras, irritantes e falantes, aí, como falavam!

 Meu cabelo começou a cair, para ajudar, trabalho em uma clinica médica, toda hora um fio pelo chão e olha só, adivinha quem inchou feito um balão?

Picos de humor, com o atraso dos materiais da construção de casa e a vendedora que era tão demoníaca quanto à pílula, cheguei a sair andando no temporal para ver se me acalmava, não me lembro de na vida ter ficado tão brava quanto aquele dia.

Resolvi ler a bula, estava escrito que essas alterações eram comuns e que tudo voltaria ao normal em três ciclos! Três meses!

Até lá minha mãe trocaria as fechaduras de casa.

Bom, estou trocando a paz mundial por quatro dias de festa.

 Afinal, agora que enfim vou ver o namorado, não vou desistir, depois troco o método anticoncepcional, resta saber se ele vai sobreviver ao meu lado.

Até descobrirmos, minha mãe, todos os dias, ao meio dia continuará choramingando: ‘Pílula do demônio outra vez filha?’

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Unidos pela (in) conveniência.

Novembro 12, 2009

Completamente inconvenientes são os casais unidos pela conveniência. Ao começar pelos nossos ouvidos, coitados, casais unidos pela conveniência falam demais mal um do outro.

Tem uma hora que você se pergunta:

 - ‘Caralho, mas se é tão ruim, porque não terminam?’.

São as conveniencias.

Geralmente esses casais se formam por pessoas preguiçosas. Se ficar solteiro, não terá com quem transar, vai ter que sair, conhecer outra pessoa, começar tudo de novo.

Tudo de novo mesmo: paquerar, primeiro beijo, primeira transa, conhecer a família, primeira briga, primeira crise de ciúmes. É com aquela outra pessoa é tão mais fácil, ela te conhece tão bem.

E se tiver coisas juntos então? Trabalhão que dá separar.

Quer descobrir um casal unido pela convencia? Pergunte ao filho-da-puta que não tem dó do seu ouvido:

 ‘Mas você o (a) ama, ou está junto por estar acostumado?’ Verá só, embananou a cabeça da pessoa.

 Problema é que a pessoa deixa de conhecer alguém legal para insistir em algo que realmente não balança mais. Já se esqueceu como é aquela batida mais forte no coração, aquela sensação de ‘não queria estar em outro lugar do mundo’.

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Transformando sapos em príncipes.

Novembro 6, 2009

Ás mulheres dominam essa arte milenar como ninguém, mesmo sendo história de contos de fadas, saem por aí beijando sapos, acreditando que alguns virem príncipes.

É aquela história de mudar alguém (ou não) 

Ás vezes é aquela história de idealizar tanto aquele homem perfeito que não se deu ao luxo de conhecer o sapinho de verdade, chamou-o de príncipe e pronto, depois descobriu ser sapo. Culpa da TV que produziram o homem dos sonhos (ou não)

 Talvez até tinha grandes qualidades, mas a mocinha não se deu tempo de conhecer, por uns minutos (que podem ser dias, ou semanas), decidiu que aquele homem era perfeito e que passaria o resto da vida (anos, décadas e mais décadas) com ele. Passou os meses e se talvez na sua mente não tivesse criado a perfeição, teria aceitado os defeitos e brigado menos, (ou não).

 Outros casos ele era um sapo com ela, não assumiu um relacionamento, tinha outra e chegou até a dizer. Problema com o clima, no verão os sapos se proliferam, normal. Ela deveria odiá-lo, já que não é lagoa para criar sapos e sofrer com seu barulhinho desajeitado. Nem gostava tanto dele. Mas resolve lutar (como se fosse grande coisa) e diante da rejeição, encontra mil qualidades e transforma “aquilo” num príncipe (ou não).

 Ou não porque às vezes já namoravam fazia um bom tempo, mas deus! Ela não suportava mais aquele ciúme, falta de organização, grosseria, rotina, amigos dele, não suportava mais nada, mas volto a dizer (e sim!) diante da rejeição, transformamos sapos e príncipes e para magia ficar completa, nos julgamos sapos (ou sapas).

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Da frustrada à traição.

Novembro 5, 2009

Parte I

A pessoa frustrada: Ela não fica feliz com a sua felicidade, ela não se espelha na sua alegria e não quer que você progrida. Na verdade ela quer que você regrida. Quanto maior você for, menor ela é, quanto mais seu relacionamento estiver à beira do abismo, ela se sentirá melhor, virá um sentimento reconfortante de que ‘a vida é assim mesmo’. Não foi ela que falhou, todos falharam, estão vendo? Homens são cafajestes, é impossível manter um relacionamento, todos mentem e a teoria da conspiração é sua melhor amiga.

Parte II

A mágica com o jogo de palavras:  A pessoa frustrada (aquela mesma que já conhecemos da parte I), conhece uma mágica incrível com o jogo de palavras, ela consegue em uma pergunta, fazer uma afirmação, como se te desse um conselho, porque ela é uma pessoa realista. Assustador, não? Bastante.

Parte III:

A pergunta/afirmação/conselho/realidade.

É da típica pessoa que pergunta o quanto você ganha, se ‘você não irá dar certo com ninguém’, ‘ué, mas você ta sempre solteira, hein?’. Ainda é do tipo que só após você romper um relacionamento, sair de um emprego, vem contar ‘o que ficou sabendo…’ ‘o que na verdade achava’ e suas boas opiniões.

 É notável que todas as perguntas, refletem na sua realidade. A ultima que ouvi desse tipo de pessoa foi: ‘Mas ele mora longe, hein? Não fica preocupada em te trair? Você nem iria ficar sabendo…’

A pergunta, a afirmação da sua ingenuidade, o discreto conselho de abrir os olhos e o poder de enxergar a realidade, que até então você, pessoa enganada, acreditava que deveria confiar nos outros, mas que tolice.

 A pessoa frustrada de mostra o quanto o mundo é ruim.

Parte IV

Da pessoa frustrada a traição: Deve-se tomar MUITO cuidado com o que se escuta, seja em conselhos, perguntas ou afirmações. Ás vezes a pessoa julga que só porque teve uma experiência infeliz, todos vivenciarão.

Nesse caso mesmo, a pessoa não notou que traição vem de (falta dê) caráter.

 Se a pessoa quiser trair, pode morar contigo, quando for a padaria vai ver mais que pães. Vigiar, esquentar a cabeça, dar uma de detetive, não irá impedir nada. Muitas vezes tudo vai bem, até alguém resolver ouvir esse tipo de pessoa. Ás vezes aquela história de ouvidos BEM ABERTOS, é pura balela.

Tenho um outro texto que fala sobre traição, para ler, clique aqui!

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Bla bla bla.

Novembro 3, 2009

Em Outubro o blog andou mais ‘abandonado’, o que me cortou o coração, afinal, idéias/assuntos/tabus/besteirinhas para escrever não faltaram, o que faltou foi tempo mesmo.

Quando em Julho eu voltei com o blog (e com mais gás do que a própria Congás), eu tinha voltado a morar no interior, havia ficado solteira recentemente, saído do trabalho, enfim, tinha me dado um tempo para pensar na profissão que queria seguir, voltar a ver amigos, fazer coisas que gostava, e o blog  ganhou total atenção.

 Agora em Outubro, ás coisas começaram a tomar rumo, voltei a trabalhar, viajei, me apaixonei e namorei (e continuei…), passei a moderar esse site: www.vidademerda.com.br , o que foi super bacana, antes mesmo de trabalhar nele, eu o adorava!

Resultado de tudo isso: uma confusão só no meu tempo, Isinha feliz, mas o tempo escasso.

Outra coisa (além de todas essas!) que me deixou feliz (mais uma vez!), foi o número de visitas recebidas mesmo com o pouco numero de atualizações, foi ótimo como sempre, não maior que o mês de Setembro (ultimo record), porém, maior que todos os outros (também records), ótimo isso, sabe?

 Dá um gosto enorme (e uma inflada animal no ego) ver o seu ‘trabalho’ crescendo, sinais claros que está progredindo, saber que tem gente que te lê e sente falta! Por isso voltam para ver se textos novos surgiram.

 Ótimo, ótimo, ótimo.

Precisa falar mais? Autora se sente completa, irá driblar o vilão (tempo) e postara todos os artigos com idéias que em Outubro ficaram vagando e antes de tudo, fazendo isso por mim, claro. Porque (me desculpem a expressão), esse blog me faz bem pra caralho!

Antes de terminar, esclareço a todos que vieram me questionar que o ultimo post, foi apenas um texto mesmo, não foi uma experiência vivida pela autora, embora eu morra de vontade de sumir um final de semana, viajar sozinha, acampar, me trancar e escrever, acredito fielmente que todo ser humano deveria fazer isso alguma vez na vida (filosofia budista).

De qualquer forma, já divaguei de mais sobre a vida pessoal, chega disso e vamos ao que interessa!

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O dia em que não fui de ninguém.

Outubro 20, 2009

Pensei em desligar o celular, até ter uma idéia melhor: resolvi não leva-lo. Da mesma forma que não queria dar satisfações “estou aqui, estou lá, também sinto isso por você, volto tal hora…”, notei que não queria ser coordenada pelo tempo, era assim sempre.

 Hoje eu não seria de ninguém, nada de satisfações, hoje não existia “o tempo”, faria as coisas no meu tempo. Hora de comer seria quando eu sentisse fome, não às 12h, beber? Rir? Nada de final de expediente. Ir embora? Só será tarde quando eu estiver cansada.

 Então pego um ônibus sentido a minha capital: São Paulo. Exatamente como eu queria! Talvez de verdade, desejasse ir dirigindo, mas não posso, não tenho uma carta e nem o principal: um veículo.

 Que importa? Desejo fazer minhas coisas, não milagres.

 Então olho a cansada Fernão Dias, anos e anos observando, conheço cada radar, cada castelinho na montanha, cada casa irregular na Serra da Cantareira. Questiono-me: Quem tem dinheiro pode tudo? Construir casas em áreas florestais pode, ta lá a prova.

 Duas horas e vinte passam, terminal rodoviário, eu o adoro, acho moderno, sei que é o maior do país, orgulho bobo? Talvez. Mas o que não é bobo? Aí essa história da relatividade…Cansa, viu? Talvez eu pudesse ser apaixonada pelo aeroporto, se freqüentasse lá, algumas vezes já fui, mais meus olhos brilham com o Tiete, será as recordações?

 Tem Av. Paulista, tem Livraria Cultura, tem cerveja na Augusta, eu passeio, olho para o nada, troco olhares com um estranho, sorrio.

 Observo tudo, como sempre: pensar, pensar, pensar.

 Sem interferências, sem chamadas, sem o seriado predileto na TV, sem sms “onde você está? Que horas você aparece? Isso, aquilo, lá, acola”, Aiiiiii !

 Precisamos desse tempo, eu preciso, talvez não precisamos, não todos nós, é relativo, relatividade, essa é a palavra.

 Se tiver relatividade, não existe verdade. Tudo é relativo, todo mundo vive com a sua verdade, em seu mundo.

 Eu poderia ter escolhido o litoral, poderia ter me trancado num hotel, poderia ter ido acampar, escrever, escrever, escrever…

 Posso tanta coisa, tenho idéia disso. 

Então, por que São Paulo? Talvez minha cansada mente estivesse carente de nostalgia. Necessitasse ver lugares onde esteve, lembrar das luzes de natal, dos brilhos nos olhos que me causam. Tem quem nem ligue, ah, relatividade, ainda bem que tu existe.

Resolvo voltar, sinto falta daquela ligação, da satisfação, sinto falta de ser de alguém. 

Mas volto na certeza do zilhão de coisas que posso fazer, de como sou livre.

 Se sou livre e escolhi as chamadas, os toques, o “to aqui, ali, chego tal hora” é porque desejo, não sou obrigada a suportar nada,  não reclamarei se suporto, amarei, amarei e amarei.