Amores reais.

Se por um lado novelas, filmes clichês, disney e etc tenta nos vender a ideia de amor monogâmico, com príncipes, romantização do ciume, machismo (mulheres sempre a espera deles e de uma “salvação”, em casa preparando tudo para recebe-los, estando eles (seus homens) em primeiro lugar na vida), a cultura nos presenteia com casais reais que viveram amores dignos de inveja!

Meu ideal de amor vem de pessoas normais, com família, defeitos, duvidas, fantasiais, sonhos, mas principalmente de pessoas amigas, honestas, que se apoiam. É terrível ver casais que parecem inimigos, enganam o outro, reclamam o tempo todo, maltratam,impedem literalmente que a estrelinha do seu (de sua) parceiro (a) brilhe, como se o sucesso do outro fosse ofensivo.

Nas fotos temos os clássicos: Sartre e Beauvoir, Frida Kahlo e Diego, Patti Smith e Robert Mapplethorpe.

Eles tem alguns pontos em comum que me fazem suspirar: Amores que duraram toda uma vida, mulheres feministas que desenvolveram trabalhos incríveis e antes de tudo eram amigos, saíam juntos, dividiam sonhos, angustias e problemas. (Patti e Robert chegaram a passar fome juntos no inicio da vida a dois quando ainda sonhavam em serem artistas!)

Não foram monogâmicos, machucaram o outro, afinal a vida não é um conto de fadas, mas houve honestidade, paixão, companheirismo e muita, mas muita compreensão.

Quero alguém que acrescente na minha vida e que eu possa retribuir da mesma maneira. Sermos amantes mas também amigos. Não quero ser um só, quero ser dois. Duas vidas, duas estrelas, que caminham juntas não por conveniência, mas por escolha.

Eu sinceramente não sei o que pode ser mais bonito. O real me atraí. Me tira suspiros.

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Sobre coisas tristes.

Eu sempre argumentava que a felicidade era proporcional a possível tristeza a ser sentida. Aceitar ser feliz, estar feliz, visto que a felicidade não é um estado eterno, é050rt_1.jpg consequentemente aceitar o risco, que como dizem os populares: “quanto mais alto a queda, maior o tombo”.

***

Você não esperava que eu recuasse,  eu sempre fui mesmo uma menina bem impulsiva. Poderia experimentar de tudo, extremos de sorrisos, onde até os olhos se expressam, a de fúria, tristeza, não só os olhos, eu sempre me expressei, é como se não coubesse em mim e tivesse que transbordar.

Hoje eu recuo, eu procuro algo dentro, que eu não sei bem o que é, um aconchego, uma proteção.

***

Acreditei que se “a vida” machucasse a gente, como já me machucou, e eu me recuperasse, como me recuperei, eu poderia lidar com qualquer coisinha, eu era forte, porque afinal já sentira dor maior.

Estranha ingenuidade essa de não saber que não existe comparativo valido para dor, o que dói, dói. Uma chateação não anula a outra.

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Eu sou esse monte de caquinhos, tentando me colar, mas você também não é?

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Amar é um ato de coragem.

Quando uma garota sofre uma violência sexual não fatal, geralmente em dias (na verdade visto que o coquetel de remédios demora 30 dias e é pesadíssimo, vamos contar a média de um mês) seu corpo está “recuperado”, então porque dói tanto? Porque fere o psicológico, fere a confiança de que está em segurança, a fé no mundo, na vida. Não da pra ignorar uma invasão dessas.

As vezes, por medo dessas “feridas” psicológicas decorrente não só de violências, mas finais de relacionamento, falecimento de pessoas queridas, decepções profissionais, frustrações em geral, deixamos de fazer muitas coisas, eu por exemplo, sempre achei que viajar sozinha pudesse ser uma experiência maravilhosa de auto conhecimento, mas sendo mulher e conhecendo o cenário atual, cadê a coragem?

Muitas vezes deixamos de conhecer alguém, um lugar, de arriscar profissionalmente, por medo de sair da zona de conforto. Medo de quebrar tanto a cara e não ter coragem ou força de reunir os caquinhos depois.

Qual é o nosso limite?

Eu percebi que as experiências mais incríveis que vivi, foi quando arrisquei. Tento quase que desesperadamente não perder a fé da vida. Manter uma certa “ingenuidade” de acreditar que pode sim, não tudo, mas muita coisa pode dar certo. Principalmente me lembrar de tudo que passei, de quantas vezes me recuperei e se algo não der certo, tá legal, eu sou forte.

É preciso ter coragem para ir além.

 

 

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Sempre cabe mais um.

Meg, Lola, Teka e Julie são as cadelinhas que enfeitam nossa vida, mas nem sempre foi assim, claro. Ninguém resolve ter quatro cães do nada.

Tudo começou com a Meg, há 10 anos, eu não me recordo bem como ela apareceu, eu tinha apenas 15, mas era um pinscher desses que cabe na mão! rs, e não é que ela tenha crescido muuuuito mais.

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Acontece que ela viveu uma aventura amorosa, e engravidou de 6 filhotinhos. Eles nasceram e foi um parto complicado, na ultima filhotinha meu pai precisou auxiliar, e ela nasceu bem feinha e pequena. Tão feinha que ficava bonita! rs, mas as pessoas não pensavam da mesma forma, e ela foi ficando… Sorte a nossa, porque é uma cadelinha extremamente carinhosa, doce, sapeca, virou companheira da Meg e trouxe mais vida para nossa casa❤

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Já a Teka e a Julie foram diferentes… Vivíamos então há anos com as duas pinschers, quando vimos um anuncio pedindo um lar temporário para duas velhinhas. Acontece que a dona delas morreu, e as ONGs só aceitavam para adoção individual, e separar aquelas duas que viveram uma vida toda juntas era de doer.

Aceitamos (com certo receio) de ser o lar temporário delas (viramos lar pra sempre). Ambas educadíssimas, ficam para fora na casinha delas sem maiores trabalhos, enquanto as de porte pequeno ficam dentro. Assim que chegaram sentimos um alivio e nos emocionamos, se não fosse por aquele gesto, ambas estariam na rua passando frio, fome, medo. E o melhor de tudo! Meg e Lola não ficaram enciumadas, adoraram ter novas amiguinhas.

A Julie que apelidamos de Juju, chegou arredia, e corria de tudo e se escondia. Com o tempo pegou confiança e virou a predileta da minha mãe. Ela é bem gorda e se vê que faz um esforço grande para pular comemorando quando acordamos. Desconfiamos que ela fuma uns cigarros a noite escondida, porque vive pigarreando, rs.

(Juju não tem foto, desconfio que é nessas horas que ela saí pra fumar um, rs)

A Teka quando chegou ficamos na duvida se era um leitão, rs. (Elas realmente eram bem tratadas pela antiga dona! Que bom!). Era mais dada, pra tudo mostrava a barriga (vide foto), mas enfrentamos alguns problemas com ela. Com os fogos de final de ano, ela fugiu, e quando voltou estava toda machucada, achamos que ela se meteu com alguma gangue canina vida louca demais. Acontece que ela ficou tão ansiosa (afinal ela demorou pra achar a casinha nova e a gente também não conseguia encontra-la) que desenvolveu uma dermatite, se coçava e até se comia. Tivemos que colocar colar elisabetano nela (cone). Ela ficou chateada, depressiva (mas se tirassemos, parecia filme de terror, muito sangue, ela se machucava muito), e cuidavamos dela com remedinhos e calmente. Nas ultimas semanas ela piorou, batia a cabeça no tanque, tinha crise de ansiedade, não deixava ninguém dormir, até que enfim, descobrimos um calmante maravilhoso, e um dia quando acordamos ela estava sem o cone e brincando no quintal. Aparentemente esqueceu dos problemas da vida e está curtindo uma vibe! Esperamos que continue assim.

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Claro que diziam “sacrifica, é melhor!”, a gente pensava “melhor pra quem?”. Estamos aliviadas por mesmo com as noites sem dormir, não termos feito.

Toda essa história só nos fez ama-la ainda mais!

Agora estamos nos mudando pra uma casa ainda maior, onde elas poderão viver melhor.

Ter quatro cães da gasto? Sim, quatro vezes mais. E quatro vezes mais trabalho, e quatro vezes mais felicidade. Quatro vezes mais pulos, quatro vezes mais comemorações com a nossa chegada.

Teríamos mais? Não, porque é quatro vezes mais responsabilidade, mas quando uma delas se for… Elas tem pedigree? Não, elas tem olhinhos que brilham, elas tem vontade de agradar, elas tem vida, elas são vida. E nada é mais valioso.

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Cuidado.

Eu não sou mais a mesma pessoa que quando comecei a escrever.

Não escrevo da mesma forma, não me comunico da mesma forma, não amo como antes, não me alimento como antes, não bebo como antes, nem sou tão ansiosa, impulsiva e espontânea.

Hoje evito o consumo de carnes, que em outrora tentei parar radicalmente e não consegui, então  busco o equilíbrio, não, claro que não busco o equilíbrio só no consumo de carnes, mas em tudo.

Com o passar dos anos descobrimos que não somos eternos, ou super fortes, super ligados no foda-se ou tão descolados como pensávamos ser.

Precisamos dormir, precisamos cuidar da pele, precisamos cuidar do corpo, por dentro e por fora, da cabeça, da alma.

Então a gente diminui o consumo de álcool e aumenta as horas de sono. Cortamos o refrigerante e ingerimos mais sucos e frutas, ninguém descobre o gengibre antes dos vinte. Trocamos anti acne por anti ruga. Aceitamos o conselho do Bial, mesmo estando naquele vídeo de auto ajuda de gosto duvidoso, e usamos filtro solar.

O que restou de nós de 10 anos atrás?

A essência.

Por isso ainda sorrio com bolhas de sabão e quando estou feliz não sei disfarçar o entusiasmo, por isso que protejo minha família e tenho o mesmo projeto profissional da adolescência: dar aulas.

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Não faz mal se percorrermos estradas diferentes se nossa essência for a mesma, o nome disso é crescimento.

Só não pode se perder no caminho, cuidado.

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Pequenos contos

Cobrarmos menos, amarmos mais:
Ele não me amou como eu o amei, isso me era óbvio, mas não me importava muito. E não por problemas com auto estima,  nem amor próprio, não me importava por egoísmo: o jeito de outra pessoa me amar, cabe a ela, o jeito que ela me trata e como me sinto cabe a mim. 

Ora, se não era de uma prepotência gigantesca achar que outros tinham que pensar como eu penso,  e se não era de uma simplicidade estonteante me preocupar apenas como eu me sinto com o que recebo. Se eu me sinto bem, vá bene cosí… E se no futuro machucar? Tudo machuca. Partem nosso coração um zilhão de vezes. E alguém nos amar não é garantia que não nos machucará, que não mudará de idéia ou  irá embora por algum motivo. 

Esse é o problema, procuramos certezas onde não há, nada é certo nesta vida. 

Pessoas incríveis:
Haviam três faxineiros, que me ensinam muitas coisas que pessoas letradas não percebiam. 

Um dia jogaram um papel de picolé no chão, um deles recolheu e disse:

-Se fosse uma nota de cem reais não jogavam.

Sobre espalharmos respeito por aí:

Outro dia riram de um conhecido porque o nome dele era de gosto duvidoso, e não consegui compartilhar da graça. Aí me lembraram que este sempre tira sarro da cidade em que venho e que eu deveria “aproveitar a oportunidade”, me foge ao QI, mas qual a graça de pisarmos no outro?

Sobre honestidade:
Minha irmã adoeceu e vim cobrir o dia dela no trabalho, ela trabalha em uma pousada, é recepcionista. 

Uma hospede ligou, contando que levou uma bucha de tomar banho, achou que era gratuita, mas ao chegar em casa percebeu que custava 2 reais. Gostaria de depositar o dinheiro pois não pagou e não fez por mal. 

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Falando com pequenos sobre coisas que nos tornam grandes.

É como se existisse um sol acima de você, quando você se ocupa com algo bom, ele brilha, e os raios dele refletem e todos podem ver.

As pessoas não sabem exatamente que aquele brilho diferente que te tornou mais bonita (o) é o sol, mas elas sentem e veem nitidamente que algo mudou ali, positivamente.

Quando nos ocupamos com coisas ruins é igual tempestade a tarde…A nuvem entra na frente do sol, e fica tudo preto. Claro que novamente as pessoas não veem os trovões, mas elas percebem que algo mudou, negativamente.

Quer ver?

Quando chegamos a algum alugar e existe alguém bravo, logo percebemos isso, fica uma tensão no lugar, percebemos isso embora não possamos ver.

Tem um montão de coisa que percebemos sem ver, nós sentimos.

Temos que nos ocupar em sentir coisas boas, aprender a se alegrar com a felicidade dos outros, a proporcionar alegria, tem um proverbio budista que diz assim “não importa o fim e sim o meio”, o que importa é o caminho, ele tem que ser ensolarado, as flores cresceriam ali deixando tudo bonito e ele precisa ser divertido. SAM_2730 (640x427)

*Esse texto nasceu de um projeto de como falar com crianças sobre as grandezas da alma. Papai e mamãe podem oferecer coisas magnificas que não precisam ser compradas. 

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